sábado, 11 de agosto de 2012

O Ministério do Comentarista na Celebração



Imagem da internet
Dentre os vários ministérios e serviços
exercidos pelos leigos na Liturgia, o ministério
do comentarista (ou comentador) é um dos mais
importantes, pois dele dependem, em grande
parte, o desenrolar, a dinâmica, a cara da
celebração.
A renovação litúrgica promovida pelo
Concílio Vaticano II tem como meta a
participação ativa, consciente e plena de todos
os fiéis. Neste ponto, o comentarista, pela
maneira que exerce o seu papel dentro da
celebração, tem uma grande contribuição a
oferecer.
O comentarista não é, como em muitas
situações se verifica, um mero leitor de folhetos.  Ele é o animador da comunidade celebrante. Animar muito mais que comentar, eis a sua missão. Se ele, a quem cabe exercer com zelo este papel, não o fizer, imagine o que poderá acontecer, que rumos tomará a celebração! O comentarista não deve agir como catedrático, o professor que ensina, e muito menos o ditador que domina e dá ordens. Ele é o servidor que, com
profundo espírito de gratuidade, convida, exorta, faz o elo de ligação entre aquele que preside e a ssembléia no seu todo.
Ele exerce também o papel de comunicador, criando com a Assembléia um clima de empatia, inserindo-a na profundidade do mistério celebrado. Naquele momento celebre na vida da comunidade, cabe-lhe comunicar, com entusiasmo, as coisas de Deus. Nos vários momentos e ritos, o comentarista propõe aos fiéis as diversas explicações e monições (convites), introduzindo-os  dentro do clima e da dinâmica da celebração. Desta forma, ele estará ajudando a Assembléia a celebrar melhor. Muitos interrogam: em que momentos o comentarista deve intervir? Não há uma determinação, uma regra rígida quanto a essa questão. Depende do  tipo de celebração, da realidade da comunidade. Por isso, o comentarista deve estar atento para que possa agir com equilíbrio. De um modo geral, o comentarista atua nos seguintes momentos: no início da celebração, antes das leituras bíblicas, no início da liturgia eucarística, antes da comunhão, antes da benção final e outros momentos, conforme as circunstâncias. Algumas características devem marcar estas intervenções como: simplicidade e discrição, naturalidade e transparência, brevidade, clareza e
objetividade.
A fim de ajudar todos aqueles e aquelas que, nas comunidades, exercem este importante ministério, aqui vão algumas dicas: Cuidado com os trajes e a postura física. É importante falar olhando para as  pessoas. Atenção aos possíveis ruídos na comunicação. Usar bem o microfone. Conduzir a Assembléia sempre pelo lado positivo. Não há necessidade de ler títulos (ex: primeira leitura, Evangelho, etc.). Não ler simplesmente (se for o caso) o que está no folheto, mas conversar com a Assembléia. Ter um bom entrosamento
com os demais membros da equipe. Impostar bem a voz. Fazer apenas aquilo que lhe compete na celebração. Não falar simplesmente por falar, mas dar sentido às palavras. Agir com autoridade (conhecimento) sem, contudo, ser autoritário. Saber ser servidor de um povo. Preparar-se bem para servir melhor. Expressar-se com emoção, sem cair no emocionalismo. Colocar-se em atitude orante, deixando-se conduzir pelo Espírito Santo.

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